Na instrumentação industrial, o sinal de saída 4–20 mA é o padrão de ouro para a transmissão de dados. Ele é o preferido por sua alta imunidade a ruídos eletromagnéticos e pela capacidade de percorrer longas distâncias sem perda de sinal.
Quando falamos de medição de temperatura — seja com Termopares ou sensores PT100 — surge uma dúvida comum no projeto: devo utilizar um transmissor integrado ao sensor ou um transmissor remoto instalado em painel? A escolha impacta diretamente na precisão, na facilidade de manutenção e no custo da instalação.
O que é o Transmissor de Temperatura com Saída 4–20 mA?
Basicamente, o transmissor de temperatura converte o sinal de baixa amplitude do elemento sensor (como os milivolts de um termopar ou a variação de resistência de um PT100) em um sinal de corrente linear de 4 a 20 mA.
Essa conversão é fundamental para que o CLP (Controlador Lógico Programável) ou o sistema de supervisão consiga interpretar a temperatura com precisão, mesmo que o sensor esteja a centenas de metros de distância.
Transmissores Integrados: Praticidade e Blindagem
O transmissor integrado é montado diretamente no cabeçote do sensor de temperatura. Essa configuração é extremamente popular devido à sua simplicidade de instalação.
Vantagens da Versão Integrada
- Redução de Ruído: Como a conversão para 4–20 mA ocorre “na fonte”, o sinal viaja de forma mais robusta pela fiação.
- Economia de Cabos: Dispensa o uso de cabos de compensação caros (no caso de termopares), permitindo o uso de cabos de cobre comuns para o sinal de corrente.
- Instalação Compacta: Ideal para máquinas onde o espaço para painéis elétricos é limitado.
Transmissores Remotos: Facilidade de Acesso e Segurança
Nesta configuração, o elemento sensor (a haste) envia o sinal bruto até um transmissor instalado em um trilho DIN dentro de um painel elétrico, ou em uma caixa de junção afastada do processo.
Quando escolher o Transmissor Remoto?
- Ambientes de Extremo Calor ou Vibração: Se o ponto de medição é excessivamente quente ou vibra muito, o calor pode danificar a eletrônica do transmissor. Nesses casos, o transmissor remoto protege o componente eletrônico em um local seguro.
- Facilidade de Manutenção: Técnicos podem verificar e calibrar o transmissor dentro do painel, sem precisar subir em tanques ou acessar áreas insalubres.
- Monitoramento Visual: Muitos transmissores remotos de trilho possuem indicadores LED ou visores que facilitam a conferência local no painel.
Comparativo: Integrado vs. Remoto
Característica | Transmissor Integrado | Transmissor Remoto |
Local de Instalação | Cabeçote do Sensor | Trilho DIN (Painel) |
Resistência Térmica | Limitada pela eletrônica | Alta (eletrônica protegida) |
Custo de Fiação | Menor (Cabo de cobre) | Maior (Exige cabo sensor) |
Praticidade | Plug & Play | Exige montagem em painel |
Conclusão: Qual configuração escolher?
A decisão depende do seu ambiente de operação. Se você possui um processo com temperatura estável no ambiente externo e busca economia de fiação, o transmissor integrado é a melhor escolha. Por outro lado, se o seu sensor será instalado em um forno de alta temperatura ou local de difícil acesso, o transmissor remoto garantirá uma vida útil muito maior à eletrônica.
Na Megga Instrumentos, desenvolvemos ambas as soluções com fabricação nacional e garantia de um ano, assegurando que sua saída 4–20 mA seja sempre estável e confiável.


