Sonda de nível em poços artesianos: cuidados na instalação

Descubra os cuidados indispensáveis na instalação de sondas de nível hidrostáticas em poços artesianos. Evite turbulências, danos no cabo de respiro e garanta medições precisas.

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O monitoramento do nível estático e dinâmico em poços artesianos é fundamental para garantir a segurança operacional das bombas submersas e a gestão eficiente dos recursos hídricos. Para que esse controle seja confiável, o uso da sonda de nível hidrostática é a solução mais indicada pelo mercado de automação industrial.
Contudo, a precisão dos dados colhidos e a durabilidade do equipamento não dependem apenas da qualidade do sensor. A instalação correta do dispositivo no poço dita o sucesso ou a falha precoce de todo o sistema de medição.

A importância do posicionamento correto da sonda de nível

O primeiro cuidado essencial reside na profundidade em que o sensor será posicionado dentro do poço artesiano. A sonda de nível hidrostática mede a pressão exercida pela coluna de água acima dela, convertendo esse dado em sinal elétrico.
O equipamento deve ser instalado abaixo do nível dinâmico mais baixo previsto, assegurando que permaneça sempre submerso, mesmo durante os períodos de bombeamento intenso. No entanto, o sensor jamais deve tocar o fundo do poço, local onde há acúmulo de lama, areia e sedimentos que obstruem o diafragma de medição, inutilizando o instrumento.

Evitando os efeitos da turbulência e do fluxo de água

Outro ponto crítico no posicionamento é a proximidade com a bomba submersa. O funcionamento do motor e a captação de água criam fluxos turbulentos e vibrações mecânicas intensas.
Caso o sensor seja fixado muito próximo a essa região, as oscilações hidráulicas provocarão leituras instáveis na central de monitoramento. O ideal é instalar o dispositivo protegido dentro de um tubo-guia de PVC perfurado, reduzindo o impacto da movimentação da água sobre o sensor.

Cuidados indispensáveis com o cabo de fixação e respiro

Diferente de sensores convencionais, as sondas hidrostáticas de alta performance utilizam um cabo especial que desempenha funções elétricas e mecânicas simultaneamente. A integridade desse cabo define a precisão das informações enviadas ao painel de controle.

Protegendo o tubo de ventilação interna

No interior do cabo existe um micro tubo de respiro capilar, cuja função é conduzir a pressão atmosférica local até a parte traseira do sensor piezorresistivo. Isso permite anular as variações do clima e medir apenas a pressão real da coluna de água.
Durante a instalação, o cabo não pode sofrer dobras acentuadas, estrangulamentos ou esmagamentos ao ser fixado nas tubulações. Se o tubo capilar for obstruído, a sonda apresentará erros graves de calibração. Além disso, a extremidade superior do cabo deve ficar abrigada em uma caixa de ligação seca, impedindo a entrada de umidade ou gotas de chuva que entupiriam o respiro.

Fixação mecânica adequada e alívio de tensão

Sustentar o sensor apenas pelas conexões elétricas é um erro frequente que danifica a estrutura interna do cabo a longo prazo. O peso próprio do cabo em poços profundos gera tração excessiva nos fios de cobre.
É fundamental utilizar abraçadeiras plásticas de alta resistência ou fitas apropriadas para fixar o cabo de sinal ao longo da tubulação de recalque da bomba em intervalos regulares de espaço. Essa prática distribui o peso uniformemente e evita o chicoteamento do cabo devido às partidas e paradas do sistema de bombeamento.

Tecnologia nacional para aplicações severas

A Megga Instrumentos projeta soluções de engenharia com foco na praticidade de instalação no campo. Os modelos MGG-TNH-NANO e MICRO apresentam diâmetros reduzidos, facilitando a descida em poços artesianos estreitos e minimizando o risco de travamento mecânico nas paredes da tubulação.
Contando com corpo em aço inox 316 e grau de proteção IP68, os dispositivos são preparados para suportar a imersão contínua, entregando leituras exatas mesmo sob condições severas de operação.

Conclusão: a instalação preventiva reduz custos operacionais

Seguir os protocolos recomendados de montagem protege o investimento realizado na automação do poço e evita gastos recorrentes com equipes técnicas para manutenção ou substituição de sensores danificados por negligência.
Para escolher o modelo exato para a profundidade do seu projeto e receber orientações técnicas personalizadas, consulte a nossa equipe.
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